domingo, 1 de julho de 2018

Escola especial?!

Alguns meses atrás li numa reportagem do jornalista Jairo Marques a seguinte frase: " Vou morrer gritando pela inclusão".
Num tempo que muitas vozes gritam pela inclusão, a procura por escolas especiais tem sido grande, segundo publicação no G1 (https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/mp-sp-investiga-alto-numero-de-criancas-autistas-em-escolas-especiais.ghtml).
Na reportagem o Ministério Publico investiga o alto índice de crianças autistas em escolas especiais no estado de São Paulo.
Parece que vivemos no tempo da hipocrisia. 
Ministério Público recebe petições todos os dias de famílias que não são acolhidas em escolas regulares. O modelo de escola e de educação existente atualmente no Brasil não acolhe as demandas do público alvo da educação especial. 
Portanto, com todo respeito ao excelente jornalista Jairo Marques, realmente vai morrer gritando pela inclusão.
Infelizmente inclusão não existe!
Não é uma questão de segregação, mas de busca por qualidade de ensino, qualidade de aprendizagem, as famílias buscam e acreditam que seus filhos com deficiência podem aprender, podem se desenvolver, desde que devidamente estimulados. Não aceitamos fazer experiências com nossos filhos (como me disseram quando buscava matrícula no 1º ano dos anos iniciais para o Rafa: " Será uma oportunidade para a escola e professores aprenderem com ele").
Rafa que precisa ensinar é isso?
Que inversão de valores é essa?
Minha convicção é que Rafa seria melhor acolhido numa escola especial, depois de muita luta ele frequenta uma escola especial.
Nessa semana teve reunião de pais na escola, fui e levei ele comigo. O que presenciei diante da reação do Rafa no ambiente escolar e com os profissionais da escola extrapolam minhas expectativas: ele é feliz na escola, conquistou as pessoas por si só.
Não há preço que pague ver o sorriso, a felicidade do Rafa. Hoje, desejo que ele seja feliz e que aprenda as atividades de vida diária, não tenho expectativa dele aprender ler e escrever, calcular e ir para a universidade, conheço os limites do meu amore, conheço as potencialidades dele.
A escola favorece o trabalho pedagógico, ele ainda precisa da parte terapêutica, que é feita em clinica de reabilitação.
Minha experiência, como professora, como mãe e como estudante da educação especial me levam na mesma direção: De qual inclusão que se fala? Para quem é essa inclusão?
Para meu Rafa não existe inclusão, mas também não está segregado. Rafa está experimentando um espaço/tempo em que ele é senhor de si mesmo.


"PORQUE TENDES MEDO?!"

"PORQUE TENDES MEDO?!"  No dia 07 de junho desse ano, Rafa fez uma cirurgia para correção no quadril, estava com uma subluxação em...