Ter um filho deficiente é um vulcão de emoções. Ora ele entra em erupção, ora está em calmaria.
É preciso entender muito bem a criança e a própria deficiência para conciliar as ansiedades maternas e paternas, como: o menino não anda com autonomia, o menino não consegue articular nenhuma frase ainda, o menino vai pra escola...como será?
O menino precisa aprender o braile e o soroban, o menino precisa ser ensinado a usar o banheiro sozinho.....o menino vai fazer três anos. Muitos perguntam: "mas ele é só cego mesmo?"
É, o menino Rafael é somente cego, com alteração no cromossomo 15 que ninguém entende ou explica os motivos dessa alteração e as consequências dela, aliás dizem que consequência nenhuma, além desse atraso, que pode ser atribuído tão somente à cegueira.
Quando este vulcão entra em erupção é preciso ser FORTE, forte de FORTALEZA mesmo, fácil seria deixar cair muitas larvas devastadoras por aí, fácil seria se deixar cair nas larvas do vulcão.
Nestes momentos o único refúgio é Deus, a única fortaleza, consolo e conforto é Deus. É preciso olhar com os olhos da fé, estar com os olhos nas palavras de Deus e nas promessas que nos faz, como essa: "E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar por veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles, e as coisas tortas farei direitas. Estas coisas lhes farei, e nunca os desampararei." (Isaías, 42 -16).
Não é promessa de dar vistas ao menino Rafael, mas promessa que ele será um homem independente.