"Era uma vez um menino muito amado e desejado pelos pais. Quando nasceu todos disseram que havia algo errado com a criança, os pais se entristeceram mas resolveram amar a criança assim como havia sido enviada por Deus. Havia sempre a expectativa desse menino apresentar mais dificuldades, além das que já mostrava e ainda assim os pais seguiram amando e confiando no Autor da vida, amando e confiando no menino, que se mostrava um pequeno grande guerreiro..."
A história não acabou, ainda não sei o final dela.
Hoje esse menino tem 8 anos, uma figura espetacular, que me tornei fã incondicional. Não somente pelo fato de ser mãe dele, mas por admirar o ser humano que ele tem se tornado, a força e a persistência que tem para vencer limites.
Tudo na vida do Rafa foi e é difícil, tudo que ele tem hoje foi conquistado com muita briga, algumas judiciais, como o tratamento terapêutico.
A escola, briguei em várias instâncias, a primeira briga e mais significativa foi na cidade em que vivo, pois as pessoas que respondem pela educação tentaram me "convencer" a deixar meu pequeno grande guerreiro em escola regular, para isso usaram até mesmo ameaças de conselho tutelar. Uma briga sofrida e angustiante como mãe.
Saber racionalmente que não é fácil perder o pátrio poder de um filho é uma situação, se ver no meio do "olho do furacão", com tantos sentimentos e inseguranças envolvidas é sofrido. Hoje, vejo que citar ameaça de conselho tutelar para uma mãe que fez tudo pelo filho, que em nenhum momento negligenciou os cuidados, e o amor à essa criança, é extremamente cruel, pois coloca essa mãe em profunda crise de ansiedade e medo. Foi o que aconteceu comigo, porém sou o tipo de mãe que morre brigando pelo que considera correto, por isso não desisti e hoje Rafa está numa escola que julgo adequada pra ele.
Foram tantas dúvidas, um tempo longo de espera por resposta governamental, em instância estadual, e hoje vejo ele feliz onde está, amado e amando o espaço ao seu redor. Teve um desenvolvimento espetacular no aspecto social.
Rafa tinha dificuldades em ambientes com barulho, musicas altas, pessoas falando ao mesmo tempo, som de vozes no microfone entre outras situações.
Percebi nos últimos meses ele mais acessível a aceitar situações novas, só não sabia como se comportaria em ambientes festivos.
Teve a festa final da escola, com apresentações de dança, muito barulho, muito som, vozes no microfone. Rafa não emitiu um choro, ao contrário: dançou, bateu palmas, abraçou as pessoas, sentou na cadeira escutando os sons.
Um lindo!
Neste momento posso dizer que fiz a escolha certa para ele.
Valeu a pena brigar!
A história dele tem três pontos...




parabéns pela teimosia e pela coragem
ResponderExcluirTenho aprendido a ser teimosa com ele Matteo.
ExcluirObrigada por acompanhar nossas aventuras.
Às vezes o Conselho Tutelar(as pessoas que o integram) tem atitudes descabidas. Faltam-lhes, talvez, o entendimento. Em sua defesa, as constantes pressões do judiciário aumentando-lhes as atribuições, muitas vezes, fazendo com que tenham funções de polícia, algo inconstitucional e perigoso. Evidente que as crianças não tem nada com isso e devem ser tratadas com o respeito devido. A vitória virá, mas sempre com lutas. Mas, quem disse que uma boa luta é ruim? Bons combates para todos nós, sempre!
ResponderExcluirTem razão cacau.
ExcluirTem tido bons combates.