segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cometa Halley

Estava tentando escrever já alguns dias, porém problemas técnicos me impediram.
Eu, como mãe desesperada com filho doente, sempre levo os meus no pronto atendimento do Centro Médico de Campinas. Fiz isso com Heloísa e faço com Rafael.
Numa destas ocasiões, em que Rafael apresentava alguma coisa, acho que era febre e garganta, levei para ser medicado.
Ele não havia dormido bem, por isso levei bem cedinho. Chegando lá havia o pediatra chefe, Dr. Camilo e a residente. Acho muito interessante que alguns deles percebem imediatamente que tem algo irregular nos olhos (mesmo com o uso da prótese, que fica perfeito, como olhos naturais), outros demoram mais e preciso dizer quando querem olhar os olhos, naquele exame de rotina.
Neste dia, Dr. Camilo logo viu e perguntou o que havia acontecido eu respondi que não sabia, que nem os médicos sabiam, após aquela bateria de perguntas, que atribuo mais à curiosidade do ser humano, do que à curiosidade da medicina, Dr. Camilo chamou a residente e disse: "Vem ver isso, pois outro caso desse pode ser que você nunca mais veja, é como o Cometa  Halley, muito raro aparecer."
Mais uma vez fiquei impressionada com a situação do Rafael, fiquei pensando: "Como pode ser isso? Como pode ser isso justamente com ele?" É claro que não obtive resposta, como já afirmei em outros textos, mas novamente tive a certeza que Deus é por nós e que Ele faz a vida e a dá segundo seus propósitos como disse à Moisés: "...Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu o Senhor?"
Depois que li essa passagem parei de fazer perguntas a mim mesma e a Deus.

Um comentário:

  1. Querida Elaine, sou amiga da Nat e acompanho as postagens que ela faz no facebook. Foi assim que conheci seu blog e me encantei com sua força em compartilhar a história de vocês com o Rafa. Mais que um belo registro da vida, da mãe dedicada, sempre ao lado de seu filho, é também um registro que nos ajuda a refletir mais ainda que existe amor de muitas naturezas, mas alguns deles são raros.
    Fiquei com vontade de lhe dizer que o caso do Rafa pode até ser raro, mas mais que isso, a história de vocês é única porque são únicos, irrepetíveis, singulares.
    Desejo que continue assim, guerreira, e que o acolhimento partilhado de cada pessoa, entre eles o meu também, possa ajudar a fortalecê-la para nos ensinar o quanto a vida é linda e maravilhosa, seja como for.
    Abraço muito carinhoso,
    Heloísa

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