Hoje pude apreciar o filme infantil :"Procurando Dory". Levei junto o marido, Heloísa e Gabriel (Rafa ficou com a vovó, pois não gosta de cinema nem de shopping).
A história, para um observador leigo, é legal, com traços de humor, frases cômicas. Porém, o olhar é outro para pessoas que vivem no contexto de ter uma pessoa com deficiência em casa, na família. Melhor colocando: o olhar é outro para pais e mães que tem filhos com deficiência.
A discussão sobre como educar uma criança com deficiência rende uma colcha de retalhos, com certeza. São tantas questões, dúvidas, desafios, acertos, erros, lutas, alegrias, tristezas. Algumas famílias acabam optando por proteger, esconder o filho ou filha de olhares inquisidores, questionadores, acusadores (muitos acusam a própria mãe pela deficiência do filho, sem acusar explicitamente).
O que se destaca em Dory é justamente a educação que é oferecida à pequena, os pais se preocupavam o que ela faria quando estivesse sozinha, a cobrem de amor, incentivam as capacidades dela, procuram reter a memória dela com fatores significativos: canções, brincadeiras, objetos com apelo emocional (como a concha, que faz ela encontrar o caminho até os pais).
É claro que a pequena se perde dos pais e nessa aventura faz novos amigos, encontra um "pai" superprotetor. Mas o que está arraigado em Dory se destaca e ela acaba trilhando seu próprio caminho numa busca interna da sua essencia, procurando encontrar e saber quem é Dory, que leva ao encontro dos pais.
Vendo o desenrolar da história, me questionava qual educação dou ao Rafa.
Superprotejo?
Educo ele para enfrentar a vida?
É claro que eu mesma respondo que educo ele para enfrentar a vida. Porém, pensando...pensando....pensando... a certeza da resposta começa a fraquejar.
De qualquer forma cheguei à uma óbvia conclusão: Vou fazer tudo que posso e não posso para que o Rafa encontre o próprio caminho.
Meu amore é capaz, vou caminhar com ele até onde puder. Quando não puder mais, preciso garantir que ele encontre o caminho das conchas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário