O que me move?
Essa pergunta ecoa na minha cabeça materna em relação ao Rafael. Quando ele nasceu lembro muito bem de um caso que foi muito noticiado nos telejornais, de uma mãe que jogou um bebê de dias numa caçamba de lixo. Eu olhava pro meu bebê cego e pensava: "Se esse bebê fosse deficiente ela teria feito o quê?" Então concluía que Deus havia dado o menino cego pra pessoa certa.
Já não é mais novidade todos meus sentimentos quando o Rafa nasceu, mas agora fico me perguntando o que me move a mover "mundos e fundos" por ele e para ele?
Tenho uma certeza, respaldada na fé que tenho em Deus, que meu meninão vai chegar onde sonho e vejo. Isso me move.
Não concebo outra vida pro Rafael, senão de total independência, observo ele em silêncio para entender como resolve seus conflitos, quando está diante de algum, como por exemplo quando procura me encontrar ou encontrar a irmã, o pai. Alguns momentos ele coloca o dengo em ação, desejando que alguém o leve até onde quer ir, neste momentos o encorajo com palavras doces e firmes. "Vem Rafa, mamãe tá aqui, você sabe chegar".
Alguém me perguntou um dia desses, quando contei esses episódios: "Coitado Elaine você não tem dó?" Eu disse: "Não". Tenho dó quando está com dor ou doente. Ele vai perceber que tenho dó e interpretará isso como fracasso, como incapacidade, uma incoerência com a vida independente.
O que me move? O sorriso a alegria do Rafa me move.
O que me move? As pequenas/grandes conquistas dele.
O que me move? A ousadia dele.
O que me move? As constantes surpresas que me faz.
O que me move? A lições que ele aplica na minha vida, cada segundo com ele é momento de aprender, isso também me deixa estupefata, pois sendo ele tão pequeno tem mudado minha maneira de ver o mundo, de entender as pessoas, de conviver com as pessoas.
Como vidente, totalmente dependente de imagens, as imagens do Rafa me movem.
Descrição das imagens: Sequência de quatro fotos do Rafael, sentado no sofá de casa sorrindo; Sentado, mas com o rosto sobre a almofada que ganhou da amiga da vovó Quitéria, feliz com o presente; na fisioterapia, com uma corda no braço em exercício de equilíbrio; no colo da vovó "vendo" o Gabriel, encostado na cabeça do irmão, está feliz, rindo.


E esse movimento minha amiga, se dá com as palavras AMOR....MÃE...VIDA...APRENDIZAGEM. Obrigada por proporcionar a leitura de tão belo ensinamento...bj
ResponderExcluirObrigada amiga por acompanhar nossa caminhada. Grande beijo.
ExcluirQuerida Elaine, tenho recebi suas mensagens sobre o Rafa. Aprendizagem para muitos. Grande força.
ResponderExcluirOlá Dri! A vida nos proporciona belas surpresas. O Rafa foi e tem sido um divisor de águas em minha vida. Grata por acompanhar as postagens.
ExcluirElaine,te elogio muito,vc me da mnt força para a minha caminhada,vc é exemplo de superação,adoro ler oq vc escreve parece q fala as mesmas coisas q sinto obrigada.
ResponderExcluirObrigada por acompanhar as nossas vivências Viviane, quando achamos que tá difícil caminhar Deus segura nas mãos e continuamos a jornada.
ResponderExcluirAbraços